Msg V:. M:. 2004 - 2005

Non nobis domine, non nobis, sed Domini tuo da gloriam

Queridos irmãos em todos os graus e qualidades,

O futuro da respeitável loja de Mestre Affonso Domingues não começa a ser escrito agora, nem sequer amanhã, o futuro da respeitável loja de Mestre Affonso Domingues começa no momento em que num esforço consentido, cada um, simbolicamente separado do mundo profano, entra pela primeira vez no Templo.

O futuro da nossa querida loja, o futuro da Augusta Ordem, começa no dia em que simbolicamente abandonamos a matéria, nos adentramos no útero da Mãe Terra, ultrapassamos obstáculos que limitam, renascemos quando nos é dada a Luz e finalmente somos aceites na nossa primeira Cadeia de União.

Este processo iniciático é contínuo e deve ser constante e profundo. O aprendiz deve ser informado sobre os seus instrumentos de trabalho, o Símbolo Maçónico, o Ritual de Abertura e de Fecho, o momento em que construímos o Templo.

A principal função em maçonaria azul é na minha opinião, a inerente ao 2º Vigilante, é esta função que confere a interiorização e a prática da simbólica maçónica. É através da função responsável pela instrução, pela transmissão do conhecimento, que se inicia o esboço do que será a Loja no futuro.

Mas esta função não compete apenas ao segundo vigilante, os II Mestres devem irradiar a sua Sabedoria e Conhecimento a Norte, a direcção que por natureza, menos luz evidencia. Devemos trabalhar a Coluna perdida, devemos contribuir para o crescimento do aprendiz, …, para o nosso crescimento.

Todos, somos responsáveis pelo que será a Loja no futuro, que qualidade de templo vamos viver, como vamos trabalhar. Seguramente, sempre, sobre o livro da Lei Sagrada, entre o compasso e o esquadro.

Num mundo louco e desorientado, é urgente a construção de uma nova sociedade, baseada na fraternidade, no humanismo, na partilha e no amor, Sociedade, também reflexo do nosso trabalho por um Homem melhor. Ou, não é isto que fazemos em Maçonaria?

Assim, meus queridos II a proposta é simples, continuar a construir o Templo, prosseguir a construção do Homem, desenhar os planos do Futuro.

Não em nosso nome, não por nós, mas para a Glória do Grande Arquitecto do Universo.

À G:.D:.G:.A:.D:.U:.

Or:. Lisboa, 11 de Setembro 6004 – MR